Metaverso acabou? Especialistas opinam sobre o futuro do setor
O metaverso, antes visto como o “futuro da internet”, vive um momento de forte queda. Especialistas opinam.

Atualmente, especialistas acreditam que o sucesso do metaverso dependerá da integração com outras tecnologias — e não do isolamento.
Vale lembrar que o setor ficou em evidência em 2021, quando Mark Zuckerberg anunciou sua aposta no meio. Na época, ele renomeou o Facebook para Meta e investiu mais de US$ 46 bilhões.
Grandes marcas seguiram o movimento. Artistas fizeram shows em mundos virtuais, e eventos digitais ganharam espaço.
No entanto, em 2024, a realidade é outra. O metaverso se tornou um dos maiores fracassos recentes da tecnologia. Segundo a DappRadar, as vendas e negociações de NFTs em metaversos caíram mais de 70% em apenas um ano.
A ascensão da IA ofuscou o metaverso?
A inteligência artificial roubou a cena. Ferramentas como ChatGPT e DALL·E entregam resultados rápidos, acessíveis e escaláveis. Enquanto isso, o metaverso exige equipamentos caros e infraestrutura robusta.
Dessa forma, empresas e consumidores passaram a investir em soluções de IA, que oferecem retorno imediato. Plataformas do setor cresceram rápido, enquanto projetos de metaverso perderam recursos e atenção. Para Herman Narula, da Improbable, a IA se tornou “a próxima grande novidade”, desviando o foco dos mundos virtuais.
Outro fator foi o uso excessivo do termo “metaverso” no meio cripto. Muitos projetos prometeram demais e entregaram pouco. Ambientes fechados, pouco interativos e caros afastaram usuários.
Tokens de grandes projetos como Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND) e Axie Infinity (AXS) caíram mais de 95% desde 2021.
Apesar disso, dados da Glassnode mostram que alguns investidores ainda acreditam nesses projetos. Muitos estão acumulando tokens, aproveitando os baixos preços atuais.
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Alto custo e a baixa adoção também pesaram
Outro obstáculo foi o custo dos dispositivos de realidade virtual e aumentada. O Vision Pro da Apple custa US$ 3.500. Já o Quest 3 da Meta sai por cerca de US$ 500. Em comparação, ferramentas de IA como o ChatGPT têm versões gratuitas ou planos mensais de US$ 20.
Segundo especialistas, o metaverso falhou em atrair o público geral. A maioria das pessoas não quer usar um headset por horas. Em contrapartida, a IA oferece mais praticidade e valor real no dia a dia das pessoas.
Mesmo assim, algumas plataformas resistem. Roblox bateu recordes de usuários, enquanto o Fortnite segue com milhões de jogadores por evento. Esses mundos virtuais crescem ao integrar marcas populares e oferecer experiências cativantes.
O futuro do metaverso pode estar na integração
Para Irina Karagyaur, especialista da ONU, o metaverso não acabou, mas sim está se transformando. Em vez de tentar substituir a realidade, os mundos virtuais devem complementá-la. Segundo ela, a próxima fase do digital será sobre melhorar, não escapar da realidade.
Outros nomes do setor, como o fundador da Improbable, acreditam que o metaverso ainda pode prosperar. Mas, para isso, precisa entregar valor real aos usuários — não apenas visuais chamativos.
Apesar do fracasso da Meta, projetos como Mocaverse, Pixels e Decentraland seguem inovando. Esses mundos virtuais mostram que o metaverso não morreu. Ele apenas está evoluindo.
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