Adoção de criptomoedas na América Latina cresceu 12% em 2024
38% dos usuários da Bitsu na América Latina têm ao menos 3 diferentes criptoativos, indicando adesão à diversificação de portifólio.

A adoção de criptomoedas na América Latina está aumentando, com mais investidores a diversificar portfólios. É isso que diz o último relatório da pesquisa Crypto Landscape in Latin America, da Bitso.
O estudo revela que, em 2024, o número de clientes latino-americanos da Bitso cresceu 12%. Portanto, estaria ocorrendo um movimento mais amplo de investimentos em ativos digitais.
Além disso, 38% dos usuários possuem agora pelo menos três criptomoedas diferentes. Ou seja, estratégias de investimento mais sofisticadas vêm ganhando espaço na região.
Stablecoins ganham popularidade em meio a desafios econômicos
Com a inflação e a desvalorização das moedas locais impactando diversas economias latino-americanas, stablecoins como USDC e USDT se tornaram ativos essenciais para preservar valor.
O relatório da Bitso mostra que as stablecoins representaram 39% do total de compras de criptomoedas em 2024. Portanto, houve um aumento considerável frente aos 30% de 2023.
Por outro lado, as compras de Bitcoin caíram para 22%, um declínio de -38% em 2023. Essa tendência é amplamente atribuída ao aumento do preço do Bitcoin e ao aumento da estratégia de compra de longo prazo.
Ethereum (ETH) e Solana (SOL) mantiveram suas posições de mercado com 5% e 4% do total de compras, respectivamente. Por outro lado, o interesse em meme coins aumentou.
O volume de compras de PEPE cresceu em quase 5 pontos percentuais. Além disso, o de Dogecoin (DOGE) subiu para 2%, sinalizando um maior interesse especulativo nesses tokens.
Outro destaque na região foi o XRP, que teve um ressurgimento em popularidade, atingindo 9% do total de compras.
Além disso, embora a faixa etária entre 25 e 34 anos continue sendo a que mais investe em criptomoedas (34%), as gerações mais velhas estão demonstrando um interesse maior.
Por exemplo, investidores com idades entre 45 e 54 anos aumentaram sua atividade de negociação de 13% para 14%. Por outro lado, a faixa etária entre 55 e 64 anos cresceu de 5% para 6%.
O trading avançado também está se tornando mais popular. O Bitso Alpha, plataforma de trading profissional da empresa, viu um aumento no volume de transações comparável ao seu equivalente voltado para iniciantes, Bitso Classic.
Por fim, o relatório Crypto Landscape in Latin America destaca que os usuários do Bitso Alpha realizaram em média 32 negociações em dezembro de 2024.
Isso mostra uma maior educação financeira e uma abordagem mais estratégica para a negociação de criptomoedas.
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Tendências regionais estimulam criptos na América Latina
A adoção de criptomoedas está aumentando na América Latina. Afinal, recebe o impulso de desafios econômicos locais e da crescente conscientização financeira.
Por exemplo, na Argentina, onde a inflação superou +100%, as stablecoins se tornaram uma proteção importante contra a incerteza econômica.
Com controles de capital mais relaxados, a adoção cresceu no país, gerando um aumento de 11% na base de usuários da Bitso, que chegou a 1,6 milhão.
O Brasil também apresenta um crescimento sólido, graças à clareza regulatória e ao crescimento do ecossistema tecnológico.
A base de usuários de criptomoedas do país cresceu +6%, chegando a 1,9 milhão. Além disso, as stablecoins representam 26% das compras. Isso é um reflexo das preocupações com a depreciação do real e da ascensão das finanças descentralizadas (DeFi).
Na Colômbia, as restrições à manutenção de contas bancárias em dólares americanos fizeram das stablecoins a alternativa preferida dos investidores.
Por fim, o México continua sendo o maior mercado da Bitso, com os pagamentos internacionais impulsionando a adoção de criptomoedas.
Bitcoin e USDT lideram o mercado, com a depreciação de 23% do peso aumentando ainda mais a demanda por stablecoins . Essa tendência contribuiu para um aumento de 13% na base de usuários da Bitso no México, chegando à marca de 4,4 milhões.
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